No extremo Oeste da cidade, o bairro Augusta tem como maior referência a imensa área que compõe o Parque do Passaúna, com a represa que forma o lago a partir do rio de mesmo nome.
Fazendo divisa com os bairros Riviera, Cidade Industrial e São Miguel, o Augusta é uma região essencialmente residencial, com muitos conjuntos habitacionais, sobrados e casas térreas. O bairro é bem servido por equipamentos urbanos (creches, escolas, posto de saúde, transporte público).
A história do bairro remonta a 1876, quando foi fundada a Colônia Dom Augusto, pelo presidente da Província, Dr. Adolpho Lamenha Lins, em homenagem ao neto do Imperador D. Pedro II, o Príncipe D. Augusto. O local foi ocupado por brasileiros e por imigrantes poloneses. Com o tempo, a denominação original foi sendo esquecida pela população, que passou a chamar a colônia apenas de Augusta – também porque, segundo contam, morou ali uma senhora chamada Augusta que tinha muitas terras na região.
A Colônia ocupava área dos municípios de Curitiba e Campo Largo, dividida em 36 lotes, dentro de uma área total de 199 hectares. Junto com as colônias de Riviere, Orleans, Santo Inácio e D. Pedro, também instaladas por Lamenha Lins, a região toda era conhecida, naqueles idos, como Distrito de Nova Polônia. Por ali passou D. Pedro II, em 1878, a caminho de Ponta Grossa, pela antiga Estrada do Mato Grosso.
O forte das colônias era a lavoura, e uma das principais características, a forte religiosidade e devoção à fé católica. Os colonos atravessavam as estradinhas para vender, no Centro de Curitiba, as batatas e outros produtos de suas lavouras. Por muitos anos a Igreja do Orleans serviu a todas as colônias. Em 1966, os moradores do Augusta finalmente tiveram sua própria capela inaugurada.
Na década de 80, foi Inaugurada a Estação de Abastecimento de Água, com a construção da represa do rio Passaúna. Já em 1991, para preservar a bela área e oferecer espaço de lazer para a população, o Parque Municipal do Passaúna é um dos mais bonitos de Curitiba. Tem 6,5 milhões de metros quadrados – e praticamente a metade disso representa o lago da represa da Estação do Passaúna, que abastece parte da cidade de Curitiba. Atravessando o lago – e o parque – chega-se à divisa com o município de Campo Largo de um lado, e de outro ao bairro São Miguel.
A construção da represa inundou as instalações de antigas olarias, e as chaminés dessas fábricas ainda podem ser vistas. Garças, mergulhões, canários, biguás, capivaras, tatus, jaçanãs, saracurase e até jaguatiricas podem ser observadas no Passaúna. O Parque possui uma trilha ecológica de 3,5 km, beirando o lago. Abriga também, uma Estação Biológica, ancoradouro de barcos, recantos pesqueiros, parque infantil, lanchonete e um mirante de 60m de altura. O acesso é pela rua Eduardo Sprada.
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