Palavra de origem na língua tupi, que significa “rio pequeno” – referência ao Rio Bacacheri que passa pela região – o nome do bairro situado a Nordesde de Curitiba é alvo de algumas histórias relatadas ao longo de várias geração pela população.
Contam que a origem do nome Bacacheri seria uma junção de “vaca”, com sotaque francês transformado em “baca”, e a palavra francesa “chérie”, que significa “querida”. Isso porque, segundo a lenda, um morador de origem francesa teria perdido uma vaca pela qual tinha muito apreço, e saído pela região perguntando pela “baca chéri” fugida de sua chácara.
Mas, o historiador Ermelino de Leão afirmou que a origem tupi é a mais correta e o nome Bacacheri teria aparecido muito antes de virem os franceses da Colônia Argelina de imigrantes, ali chegados em 1869. Já em 1778 há registros de terras comercializadas naquela região. E em 1820, o naturalista francês Saint-Hilaire escreve ter passado em um pequeno sítio chamado Bacacheri, naquela região.
Os franceses chegaram logo depois, vindos da Argélia, país colonizado pela França. Mas também se instalaram no Bacacheri muitos imigrantes alemães, suecos, suíços, ingleses e italianos.
O bairro cresceu em torno do acesso à Estrada da Graciosa, então o único caminho que levava ao litoral do Paraná, até a construção da estrada de ferro. Pelo eixo da estrada chamada apenas de Caminho da Graciosa, em direção a Paranaguá, instalaram-se diversos pontos de comércio e de serviços, desde o final do século XIX.
Estabelecimentos comerciais desse período como a Casa Tod, a Cerâmica Colle e a “Casa do Burro Brabo”, que serviu inclusive para um bordel, ajudaram a fazer a história do Bacacheri. Hoje, a Estrada da Graciosa é a Avenida Erasto Gaertner, uma das mais importantes do bairro, e os moradores mais antigos lutam para preservar as ruínas que restaram da “Casa do Burro Brabo”.
Foi em 1937 que o Bacacheri ganhou o Aeroclube e a base aérea do Bacacheri, em terreno doado pelo Estado. A base aérea continua sendo importante referência do bairro, e também o Parque do Bacacheri, inaugurado em 1988. O parque fica no local do antigo Tanque do Bacacheri, onde tradicionalmente a população se reunia para lazer, pesca e piqueniques em família. O Parque segue, agora, a vocação de área de lazer para as famílias do bairro.
Outras referências do Bacacheri - os conjuntos residenciais Solar, Leonis e Vênus - foram erguidos na década de 70, com arquitetura arrojada para a época, para abrigar centenas de famílias de classe média que eram atraídas para o bairro.
Uma das atrações do Bacacheri é o edifício da Ordem Rosacruz, que abriga um museu egícpio aberto ao público. Ali se encontra uma legítima múmia egípcia.
Atualmente o Bacacheri é um bairro bem desenvolvido, com vida própria, e boa infra-estrutura de comércio, serviços, agências bancárias, equipamentos públicos, escolas e postos de saúde. Faz divisa com os bairros Tingüi, Boa Vista, Cabral, Hugo Lange, Jardim Social e Bairro Alto.
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