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Sábado, 22 de novembro de 2008 | Atualizado diariamente às 12 horas

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imoveis Conheça Curitiba Centro

Centro

O Centro é, literalmente, o berço de Curitiba e portanto guarda boa parte da história da cidade. Uma caminhada atenta por locais famosos como a Rua das Flores, o Largo da Ordem, o Setor Histórico, as Praças Osório e Santos Andrade - esta, com os imponentes edifícios da Universidade Federal do Paraná e do Teatro Guaíra - revela edificações, pontos comerciais e espaços públicos importantes que se misturam ao intenso movimento comercial da região.


Curitiba nasceu oficialmente em 29 de março de 1693, como Vila da Nossa Senhora da Luz dos Pinhais, conforme determinou o capitão-povoador Matheus Leme. Era uma pequena vila em volta do núcleo central, onde hoje é a praça Tiradentes.


Nesta mesma praça estão a Catedral Basílica e o Marco Zero da capital do Paraná - que geograficamente indica o ponto inicial de uma cidade, a partir do qual se marcam as distâncias para demais locais.


Foi em 1721 que a vila ganhou o nome de Curitiba, a partir da visita do ouvidor Raphael Pires Pardinho.


A capital paranaense começou a se desenvolver comercialmente a partir do início do século XIX, graças ao movimento do tropeirismo. Curitiba estava na rota dos viajantes que levavam gado do Rio Grande do Sul em direção a São Paulo e Minas Gerais, e era parada estratégica para descanso dos tropeiros, o que impulsionou o comércio da cidade. Começaram a aparecer lojas, armazéns e escritórios dos negociantes ligados ao transporte de gado.


No local hoje conhecido como Setor Histórico, onde estão as centenárias igrejas do Rosário e da Ordem, existe até hoje um bebedouro para cavalos, usado naquela época.


Mais tarde, no final do século XIX e início do século XX, começou o movimento de imigrantes europeus, que chegavam à cidade trazendo seus hábitos, cultura e costumes de vida. Alemães, italianos, poloneses, ucranianos, japoneses e sírio-libaneses deram a Curitiba o colorido e a mistura de sotaques tão caracterísitcos da cidade - e também a aura de lugar de gente trabalhadora e "fechada", que não gosta muito de conversar com estranhos.


Esse mito em torno dos curitibanos fechados e ranzinzas já rendeu muitas histórias e até piadas. Mas a verdade é que o perfil dos moradores da capital paranaense vem mudando muito rapidamente desde o final dos anos 80 e começo da década de 90.


Nesse período Curitiba cresceu bastante - especialmente na região metropolitana -, industrializou-se, tornou-se pólo de negócios e sede de grandes empresas. A cidade transformou-se em metrópole e passou a receber moradores vindos de outros estados e capitais brasileiras. Tanto que, hoje, para cada curitibano nascido aqui, há outro morador vindo de fora. Ou seja: em Curitiba, apenas metade da população é realmente curitibana.


De acordo com dados recentes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, o Centro de Curitiba tem uma área total de 3,3 quilômetros quadrados. É uma área pequena, comparada aos outros 74 bairros da cidade, e prioritariamente comercial. Habitam no Centro cerca de 36 mil pessoas.


Estão no Centro cerca de 20 mil estabelecimentos entre comércio, serviços, escritórios e sedes de indústrias. O comércio é amplo e variado, e oferece de tudo. Por isso o Centro - especialmente a Rua das Flores, a Rua 15 de Novembro, que é um calçadão fechado para o trânsito de carros desde a década de 70 - é conhecido como um shopping a céu aberto.


Quando o assunto é comida e diversão, a oferta na região também é variada. Se os cinemas deixaram de existir no Centro – todas as salas estão, hoje, dentro de shopping center – há uma grande variedade de cafés que, durante o dia, são parada obrigatória de quem trabalha ou passa pela região. Restaurantes de todos os tipos e preços também podem ser encontrados, mas funcionam principalmente na hora do almoço.


Dados do bairro
Área (m²): 3.297.000,00
População Total: 32.623
Comércio: 5.269
Indústrias: 708
Serviços: 9.275
Área Verde (m²): 109.368,70
Área Verde por Habitante (m²): 3.35
Domicílios: 21.368
Hospitais: 06 (instituições de saúde com leitos) 04 (hospitais)
Jardinetes: 08
Praças: 14
Fonte: Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - Dados de 2000 a 2006.

À noite, a oferta de locais para diversão se concentra perto do Setor Histórico, com muitos bares que oferecem boa comida, música ao vivo e atividades culturais. A região próxima à Rua Cruz Machado, no entanto, tem outro perfil de frequência, pois durante a noite ali funcionam boates, casas de shows de strip-tease e barzinhos mais populares.


Perto do shopping Estação - instalado na praça Eufrásio Correia, ao lado da Câmara Municipal, na edificação antiga que já foi a Estação Ferroviária da cidade - no eixo da rua Barão do Rio Branco, começa a se formar um leque de restaurantes e casas noturnas de perfil diferenciado. São locais que procuram resgatar o charme e a aura histórica da região.


A partir de 2007, perfil do Centro deve começar a mudar. Empreendimentos residenciais novos, e bastante modernos, estão sendo lançados próximo à praça Osório e Rua 24 Horas, enquanto muitos moradores estão redescobrindo as vantagens de morar na região central.


A maioria da oferta de imóveis novos ainda é de apartamentos de um quarto ou flats; mas para as famílias maiores, ou quem prefere mais espaço com um toque de história, há também o charme dos antigos edifícios residenciais com enormes apartamentos de três quartos - símbolos da era em que o Centro abrigava os empreendimentos mais modernos e glamurosos, nos anos 40, 50 e 60.


Como em toda metrópole, Curitiba vinha sofrendo, na última década, com o esvaziamento habitacional do centro - durante o dia, movimentado pelo comércio e serviços, mas que à noite ficava quase abandonado - e consequente desvalorização, ampliada pela forte tendência de popularização do comércio, falta de segurança e degradação de espaços históricos e da vida noturna.


Iniciativas recentes como o projeto Marco Zero, da prefeitura, e o Centro Vivo, da Associação Comercial do Paraná, ajudaram a despertar a sociedade e o poder público para a necessidade de revitalização e valorização do Centro.


Espaços históricos e equipamentos urbanos estão ganhando reformas e novas destinações. Os novos empreendimentos habitacionais estão ajudando a definir esse novo perfil. Assim, aos moradores mais antigos do Centro - muitos aposentados e famílias que optaram por não se mudar da região - e os mais recentes, como estudantes, jovens profissionais e famílias vindas de outras cidades - virá se juntar uma nova classe de residentes.


O entendimento comum entre empreendedores e o poder público é que atrair mais moradores para o Centro é bom negócio para todos: o movimento gera, quase que imediatamente, a necessidade de investimentos em infra-estrutura e melhorias urbanas, dando início a um novo ciclo de valorização e revitalização da charmosa região central de Curitiba.