Bairro residencial, mas muito bem servido de comércio e serviços, o Cristo Rei está na região Leste da cidade, fazendo divisa com Jardim Botânico, Alto da XV, Tarumã e Capão da Imbuia. Uma de suas linhas divisórias é a estrada de ferro Curitiba-Paranaguá, que vem sendo alvo de controvérsias: moradores reclamam do barulho das locomotivas e vagões passando de dia e à noite, já que nos últimos anos o movimento de transporte de cargas ferroviárias aumentou bastante.
Já foi esboçado um projeto para transferir a malha ferroviária para fora de Curitiba, criando um “anel” de trilhos de trem na periferia da cidade, semelhante aos contornos viários construídos na última década, para desviar o trajeto de caminhões pesados.
Enquanto o projeto não sai do papel, os habitantes do Cristo Rei aproveitam as vantagens de morar em um bairro tradicional, bem servido de transporte público, próximo do Centro – fica apenas a 2,7 km da praça Tiradentes – e também perto de uma das saídas da cidade, a BR-116, em direção a São Paulo ou Porto Alegre.
Vale lembrar que a história e o desenvolvimento do bairro estão intimamente ligados à antiga Rede Ferroviária, desde o início do século passado, quando a empresa atraiu moradores e gerou muitos empregos e benefícios na região.
Embora não seja vizinho do Centro e do bairro Cajuru por causa das delimitações territoriais, o Cristo Rei está ao lado desses dois bairros. A região já foi parte do Cajuru, ainda no início do século XX, quando não tinha nome próprio.
A região hoje chamada de Cristo Rei teve outras denominações. No início do século XX, fazia parte do Cajuru – por isso o bairro tem até hoje o Hospital do Cajuru, um dos mais importantes da cidade. No hospital, administrado pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), está um dos principais pronto-socorros de atendimento a acidentados.
O colégio Nossa Senhora de Lourdes, perto do hospital, também é conhecido pela população como Colégio Cajuru. A origem do colégio, uma imponente construção, está no final do século XIX, quando um grupo de irmãs francesas chegou ao local para instalar na cidade a Congregação de São José de Chambery.
Em 1901, quando a região do Cristo Rei abrigava chácaras e a estrada de ferro recém-construída levava novos habitantes para o bairro – muitos deles, funcionários da Rede Ferroviária -, as freiras construíram o convento e um orfanato. Em 1907, o edifício do colégio Nossa Senhora de Lourdes estava pronto.
Outras denominações para o bairro foram Vila Morgenau, devido ao clube União Beneficente e Recreativa Vila Morgenau, inaugurado em 1918, e ainda, Capanema.
O nome Cristo Rei surgiu a partir da igreja de mesmo nome, que passou a ser referência da região, e foi oficializado na década de 70. Foi também nos anos setenta que o bairro se modernizou, ganhando luz elétrica e asfalto nas ruas que ainda não os possuíam – e também a via estrutural da Avenida Affonso Camargo para servir de eixo para veículos e transporte coletivo de Curitiba.
A paróquia do Cristo Rei foi comandada, por muitos anos, no início do século XX, pelo padre Germano Mayer – daí o nome atual de uma importante avenida do bairro, que antigamente se chamava Rua Goethe.
Moradores mais antigos do bairro gostam de lembrar que ali nasceu o famoso artista plástico Poty Lazzarotto. Menino, ele estudou na Escola de Artes e Ofícios dos Ferroviários, que funcionava no terreno onde depois foi construído o Hospital Cajuru, que no início era o hospital da Rede Ferroviária.
Os pais de Poty transformaram a estrebaria da família em um restaurante, onde o risoto de dona Júlia Lazzarotto ficou famoso. Muita gente célebre, incluindo o governador Manoel Ribas, passou pelo lugar para experimentar a comida caseira italiana. Em homenagem aos trilhos do trem, sempre presentes na vida do bairro, o pequeno restaurante foi batizado de Vagão do Armistício. Ficava na rua que hoje é também uma das mais movimentadas e importantes da região, a Avenida Affonso Camargo, por onde agora passam os ônibus Expresso e Ligeirinho em direção ao Capão da Imbuia, Vilas Oficinas e Pinhais.
Vale lembrar que a indústria de móveis Cimo, falida nos anos 80, foi outro importante pólo de empregos e movimentação no bairro. Hoje, o Cristo Rei é um dos bairros que guardam a história de Curitiba, em suas construções antigas e simbólicas, ao lado de modernos e altos edifícios residenciais.
© 2000-2007 Rede Paranaense de Comunicação. Todos os direitos reservados.
TV 52" Philips Em 12x de R$ 624.92
Perfume 212 Sexy Em 12x de R$ 22.16
Airis Pop 40gb Em 11x de R$ 36.28
Câmera Digital A partir de R$59,90
Bicicleta Ergométrica Em 11x de R$ 19.99
Video Game A partir de R$179,00
Box Heroes - 2º Temp Em 3x de R$ 33.30