O nome do bairro vem de um antigo armazém homônimo aberto na região no fim do século XIX pelo imigrante Alberto Stenzowski, pioneiro do local. Anos mais tarde, em 1908, o armazém foi arrendado pelo espanhol Joaquim Font, que passou a trabalhar com ferragens e erva-mate. O local era ponto de parada dos tropeiros que vinham do Rio Grande do Sul, e ao lado do armazém foi criada uma pousada para estes viajantes.
Com a morte de Font, o armazém foi fechado e o trabalho com ferragens foi continuado com a família Stenzowski, que até hoje mantém a Casa Stenzowski.
A erva-mate também impulsionou o desenvolvimento do bairro, principalmente depois que Agostinho Ermelino de Leão Júnior abriu, em 1901, o primeiro engenho de beneficiamento da erva na região. Com isso, estrada de ferro e vias de escoamento para o produto começaram a aparecer no local. A empresa, Leão Júnior, saiu do bairro em 1930 quando um incêndio destruiu o engenho, depois reaberto no Rebouças, onde permanece até hoje.
Por conta da erva-mate, o nome Novo Mundo acabou pegando - era comum as pessoas dizerem que estavam levando “mate para o Novo Mundo”.
Vizinho ao Portão, a história dos dois bairros se confunde bastante. O Novo mundo fica na região Sudoeste de Curitiba, e também faz divisa com o Xaxim, Capão Raso, Cidade Industrial, Fazendinha, Lindóia e Fanny.
Atualmente os moradores do Novo Mundo são atendidos pelo terminal de transporte coletivo do Capão Raso e pelo comércio variado do Shopping Popular, além de muitos outros estabelecimentos comerciais e de serviço.
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