São Miguel, Riviera, Orleans e Augusta são bairros irmãos. Vizinhos e situados no extemo Oeste da cidade, na divisa com os municípios de Campo Largo e Araucária de um lado, e a Cidade Industrial de Curitiba de outro, fazem parte da região que já foi chamada de “Distrito da Nova Polônia”. São bairros que compartilham origem, geografia e histórias parecidas. Por eles passam o rio Passaúna e a BR 277. Também mantém, até hoje, características similares, guardando ainda muito do tempo em que eram colônias agrícolas habitadas por imigrantes poloneses, os “polacos” da região.
No São Miguel, um bairro vizinho à CIC e ao Augusta, ainda pouco povoado e carente de comércio e serviços variados, a principal atração é o Parque dos Tropeiros. Criado em 1994, com uma área de 174 mil m2, para homenagear o ciclo histórico do tropeirismo, o parque versa sobre a cultura gauchesca. Possui cancha de rodeio, camping, palco, museu, churrascaria e um bosque de mata nativa e está na divisa com a CIC.
Na divisa com o Augusta, mas no território deste outro bairro, está o Parque Passaúna. E a Oeste, o São Miguel faz fronteira com o município de Araucária e um dos lotes da colônia Thomaz Coelho.
A história do São Miguel e dos demais bairros da “Nova Polônia” remonta ao final do século XIX, quando o governador Lamenha Lins, seguindo a política de D. Pedro II, fundou as colônias Orleans, Riviere, D. Pedro, Tomaz Coelho, Dom Augusto e Santo Inácio. Ali estava a semente dos atuais bairros da região. Poucos anos depois de instalados os primeiros imigrantes, que receberam lotes de terra para cultivar, Lamenha Lins registrava que “os colonos são excelentes lavradores; os terrenos de mato virgem estão arados e cultivados, tendo já dado boa colheita de trigo e centeio”.
Nos anos 30 do século XX, o nome “Distrito Nova Polônia” deixou de existir. Parte dele foi desmembrado para o município de Campo Largo, surgindo então o bairro Ferraria naquela cidade vizinha. A área pertencente a Curitiba passou a ser denominada Campo Comprido.
Até os anos 60 e 70, boa parte dos moradores das antigas colônias ainda utilizava carroças e cavalos como meio de transporte. As ruas eram de barro, e o acesso ao centro da cidade, difícil e demorado. Foi a partir dos anos 80 que começaram as grandes transformações: a construção da represa do rio Passaúna, com o respectivo parque, e a criação da Cidade Industrial de Curitiba, a CIC, na área vizinha.
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